Consórcio precisa discutir "royalties de extração de água" para acabar com dívidas dos municípios com a Sabesp | Bastidor Político

Bastidor Político

A notícia por trás da notícia

Consórcio precisa discutir “royalties de extração de água” para acabar com dívidas dos municípios com a Sabesp Consórcio precisa discutir “royalties de extração de água” para acabar com dívidas dos municípios com a Sabesp
Por Samuel Boss Empresas que extraem petróleo pagam royalties, empresas que usam represas para gerar energia pagam royalties, por quê a Sabesp (Companhia de... Consórcio precisa discutir “royalties de extração de água” para acabar com dívidas dos municípios com a Sabesp

Por Samuel Boss

Empresas que extraem petróleo pagam royalties, empresas que usam represas para gerar energia pagam royalties, por quê a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), não paga royalties aos municípios detentores de grandes bacias hidrográficas como: Santo André, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra?  Pelo contrário, a Sabesp tem cobrado insistentemente dívidas bilionárias dos municípios da região pela venda de água tratada que muitas vezes capta daqui e revende para outros municípios.

A ideia não é uma ilusão, prefeitos do Vale do Ribeira se uniram em 2015 através do Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Ribeira (Codivar), para cobrarem do Estado os royalties da extração do Rio Juquiá que irá atender a região oeste da capital e parte da Grande São Paulo. “A água é nosso maior tesouro, mas manter os mananciais limpos e produtivos teve um custo para a região, pois sofremos grandes restrições no desenvolvimento. A contrapartida que esperamos vai nos ajudar a manter o que está preservado e proteger o que está em risco.”,  justificou na época o presidente, Luiz Henrique Koga.

leia a matéria aqui

A cidade de Santo André deve para Sabesp R$3,5 bilhões, porém, quanto será que as represas da cidade já geraram de lucros para a companhia em extração de água doce? Rio Grande da Serra foi totalmente assaltada pelo governo do Estado, que está retirando diariamente milhares de litros da cidade para abastecer a grande São Paulo, mas o que o município tem ganhado com isso? Nada! Nem mesmo uma maternidade estadual para que os moradores possam ter seus filhos na cidade. Vergonhoso!

Eis aí a saída para acabar com essa dívida bilionária de uma empresa com capital aberto na bolsa de valores, mas que não paga pela principal matéria prima que enchem os bolsos de seus acionistas.

Ou o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC pára de discutir apenas transporte e entra nessa briga, ou então os municípios vão ficar cada vez mais reféns dessa injustiça praticada pela Sabesp.

Prefeitos, as cidades produtoras de petróleo ganham royalties, está na hora de cobrar pela água também. Afinal, como diz Marcelo Menato (ex-secretário de Turismo de Ribeirão Pires), sem petróleo o mundo sobrevive, mas sem água não!